18/05/2015

O mistério dos cachorros do céu









Gabriel é um garotinho de cinco anos que ama a natureza e todos seus seres.
Entre os que mais admira estão os pássaros.
Passa horas olhando para o céu e viaja mentalmente com o voo, o canto e o  bailado deles, e a alegre subida e descida pra lá e pra cá nas árvores.
Um dia estava distraído em seu quarto brincando com seus brinquedos, quando ouviu um som diferente, alegre e muito barulhento.
- Mamãe você conhece todos os pássaros?
- A mãe sorriu e disse:
- Não, filhinho só alguns poucos.
- Mamãe escuta só.
E a mãe parou o que estava fazendo para escutar.
- Quem são esses cachorros que estão latindo? - indaga Gabriel.
- Gabriel, não são cachorros.
- Mas eles latem, e quem late são os cachorros.
A mãe abriu a janela do quarto, e foi procurar quem eram os cães que Gabriel tinha ouvido latir.
- Gabriel eu conheço todos os cães dos vizinhos.
- Mamãe, mamãe ouve só.
- Quero saber quem é. - diz Gabriel.
E de repente avistam no alto de uma árvore dois pequenos pássaros verdes, que não paravam de cantar.
Ficaram atentos e Gabriel descobriu que o "latido" vinha de lá.
- Viu só mamãe, eram eles que estavam latindo.
A mãe ri muito e diz:
- Gabriel são maritacas que estão gorjeando.
- Gor o que mamãe?
- Gorjeando, Gabriel.
- Gorjear é o nome do canto dos pássaros.
- Que legal! - diz Gabriel.
-Mamãe, agora já sei quem são os cães do céu e vou contar a todos meus amiguinhos.
A mãe abraça Gabriel e diz:
- Vá sim filho. Eles irão adorar.


Elza Ghetti Zerbatto

 Texto integrante do livro Jardim das poesias e contos infantis, publicado pela Editora Mago de Oz em 2016 na 24ª bienal de São Paulo

Imagem: www.baixaki.com.br

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3 comentários:

  1. Que amor isso,Elza!Adorei!Tua imaginação é linda sempre! bjs, chica e linda semana!

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  2. As crianças e suas compreensões, inventoras de palavras, arrumadoras de sonhos, brincadeiras com sons e com a vida. amo as maritacas, passei minha infância do lado delas quando morava com minha tia me Goiás, elas pediam tudo dava o pé queria ir pra casa da frente que era abandonada e ao redor só existiam árvores e grama. se passava um cachorro na rua elas imitavam a voz d eminha ta e gritavam: passa cachorro senão te bato ounnn saudade. Tem novidades no poesia

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  3. Kunti, que historinha fofa! Lindo!
    Ganhei um PC novo e voltei a blogar!!
    Beijos e uma feliz semana!
    Amara

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